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      EXCLUSIVO!!! Delatoras revelam todo o esquema de Brunelli no caso da Operação Hofini

      Promotores de Justiça lotados na Promotoria de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social – PJFEIS e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, celebraram em 2017, acordo de delação premiada com duas ex-funcionárias da Casa da Bênção, que também trabalharam para o ex-distrital Júnior Brunelli. A operação Hofini, realizada em 2012, de responsabilidade da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), recebeu esse nome em alusão ao sacerdote Hofini, que roubava dízimos e ofertas dos fiéis.

      O ex-deputado Júnior Brunelli, na sua primeira legislatura (2003-2006) aprovou um projeto de lei  em 2005 que dava a Associação de Assistência Social Monte das Oliveiras (AMO), comandada por familiares de Brunelli, o status de entidade de utilidade pública. Facilitando assim o recebimento de verbas federais e distritais através de emendas, como o caso de desvio investigado pela operação Hofini.

      Maria das Mercês Pereira de Souza e Marlucy de Sena Guimarães de Oliveira, rés na Ação Penal 2010.07.1.034477-4, fizeram o acordo para revelar todos os bastidores de como Brunelli montou um esquema para se apropriar de dinheiro público. Em troca da delação, elas receberão o perdão judicial. Marlucy se  comprometeu a entregar 02 caminhões trio elétrico, 1 sala comercial na Torre A do Alameda Shopping, em Taguatinga ,  além de 48 pagamentos.  Os bens foram colocados por Brunelli em seu nome para não levantar suspeitas. Já Maria, além de 48 pagamentos, se comprometeu a entregar um veículo  Strada 2007.

      Na delação, elas contaram como tudo aconteceu. Ambas entregaram documentos, recibos, cópias de cheques, extratos, anotações e HD que comprovam as denúncias. No depoimento, Marlucy afirma que o primo de Brunelli, Adilson de Oliveira, era humilhado por Brunelli, que gritava com ele e o obrigava a obedecer suas ordens (segundo apuração do Blog, Adilson era constantemente ameaçado de demissão por Brunelli, caso não cumprisse rigorosamente as ordens dadas pelo parlamentar).

      Na delação premiada, as ex-funcionárias da igreja afirmaram que no período compreendido entre março e dezembro de 2009, os denunciados, conscientes e voluntariamente se reuniram com o propósito de cometer crimes. Para tal finalidade,  utilizaram a Associação Monte das Oliveiras (AMO), e as empresas JA Produções, Espaço Painéis e Big Star Produções. Documentos comprovam que era Brunelli quem autorizava os pagamentos. Em 2012, o então titular da Delegacia De Repressão ao Crime Organizado, Henry Lopes, afirmou que o suposto esquema comandado pelo ex-deputado Júnior Brunelli (ex-PSC) poderia ter desviado R$ 2,6 milhões do governo do Distrito Federal.

      Na delação, aparecem dois nomes, Jefferson e Arcentik. O Blog apurou que o 1º tesoureiro do Supremo Concílio da Igreja Casa da Bênção, é o pastor Arcentik Poulizektd Dias, e o 2º tesoureiro, o pastor Jairo Jefferson Barbosa Figueiredo (cunhado de Brunelli). Eles foram citados na delação e pela proximidade que mantinham com Brunelli à época em que o mesmo era deputado distrital, certamente as investigações do Ministério Público serão aprofundadas sobre os dois. O SCT deverá afastá-los imediatamente de seus respectivos cargos da diretoria que comanda a Casa da Bênção, cuja nova direção não aceita que nenhum membro ou diretor esteja envolvido em corrupção ou até mesmo que seja suspeito de cometer crimes.

      Também chama atenção o fato de que, conforme depoimento de delação, Marlucy afirmou categoricamente que não sabia que seu nome estava nos estatutos da AMO, e que também não sabia que fazia parte da direção da Associação. Só tomou conhecimento ao chegar na Delegacia.

      Maria Mercês trabalhava no Seminário, no Departamento de Filiais e na Livraria da Igreja, em abril de 1999. Entre 2004 e 2006, iniciou trabalho na AMO, no cargo de tesoureira. Após o Inquérito Policial (2012), foi orientada a dizer que houve uma chapa para o preenchimento de cargos na direção da AMO. Acontece que nunca houve eleição alguma.

      Marlucy, atualmente advogada, entrou na Igreja em 1998 à convite de Brunelli. Em 2005 foi transferida do Departamento de Filiais para a Tesouraria. Entre 2006 e 2007 passou a tomar conta das empresas de Brunelli, JA e Big Star. Na sequência, veio a AMO, tratada por Brunelli como empresa. Marlucy trabalhou na CLDF em 2006, na Vice-Governadoria do GDF em 2007, novamente na Câmara Legislativa em 2008 e depois em Secretaria do GDF. No depoimento, ela afirma que efetivamente nunca trabalhou nesses órgãos e que ainda era obrigada a entregar todo o salário recebido nas mãos de Brunelli.

      Desde que Rubens Cesar Junior Brunelli se tornou distrital, em 2002, o poder lhe subiu à cabeça. Antes, porém, em 1998, já aparecia envolvido em denúncias de corrupção quando era diretor comercial da SAB (posteriormente extinta para não atingir amigos do então governador Joaquim Roriz).

      Em 2009, Brunelli foi denunciado por Durval Barbosa. O então distrital foi filmado por Durval recebendo propina e depois, em outro vídeo, aparece fazendo a oração da propina. O desgaste foi gigantesco para a Igreja, além da enorme tristeza para o pai adotivo, apóstolo Doriel de Oliveira, falecido em 2016.

      Da esquerda para a direita, Jefferson e Arcentik, que são citados em delação premiada no processo de desvio de recursos públicos dos convênios, quando Júnior Brunelli era deputado distrital.

      E silenciosamente Brunelli conseguiu manter na diretoria nacional da Igreja, dois ex-colaboradores: Jefferson e Arcentik. O SCT (Supremo Concílio da ITEJ) ignorou suspeitas e  fatos e manteve até hoje os dois pastores como tesoureiros. Brunelli já não faz mais parte da igreja Casa da Bênção. Resta saber o que o comando da denominação fará com os amigos de Brunelli que fingem, desde 2011, desconhecer o ex-deputado.

      E quanto à Adilson, Marlucy e Maria, o fato é que os três temiam as ações, gritarias e principalmente ameaças de Brunelli. Mas a Justiça saberá separar o joio do trigo e revelar ações e personagens que se encontravam ocultos até aqui.

      O presidente nacional da igreja Casa da Bênção, Apóstolo Jair de Oliveira, afirmou ao Blog que a nova direção da denominação não compactua com erros de quem quer que seja, e que condena veementemente a corrupção. “Temos que ser exemplo e não vergonha para a sociedade. Por isso estamos tomando todas as providências para que culpados se entendam com a lei e na igreja,   não tenham mais espaço. Já deveriam ter aprendido há muito tempo que a corrupção, o enriquecimento ilícito são pecados gravíssimos perante Deus e a sociedade”, afirmou o Apóstolo Jair.

      Confira os 6 volumes do Processo contra Brunelli por desvio de recursos públicos dos convênios.

       

      VOL 1 VOL 2 VOL 3 VOL 4 VOL 5 VOL 6

       

       

       

       

       

       

       

      Fonte: Donny Silva

       

       

       

      3 COMMENTS

      1. Prezado jornalista Donny,
        Voce acaba de prestar relevante servico ao evangelho de Jesus , como evangelico fico estarrecido , como contribuinte aos cofres publico (impostos) me sinto assaltado por estes ladroes com pele de ovelha.
        Consegui ler apenas 70 paginas das 226 paginas do volume 1 , tem mais 5 volumes de delação, senti náuseas com o comportamento dessas pessoas, se a receita federal fizer uma auditoria Vera que o patrimônio dos envolvidos nao corresponde aos seus salários .
        Desviaram dinheiro das criancas, idosos, medicamentos para pobres.estou envergonhado e tenho de chorar.

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