Disposto a lançar a candidatura de Toninho Andrade (foto) a governador, ainda que em coligação apenas com partidos nanicos, o PSOL tem um diagnóstico próprio da sucessão brasiliense. Acredita que o PT, encastelado no Buriti, aposta na repetição da bipolaridade com os rorizistas. De acordo com a avaliação do PSOL, os petistas preferem ignorar a participação de uma articulação mais à esquerda, priorizando a articulação que sairá do campo rorizista.
Segundo turno com rorizista — ou arrudista
Na ótica do PSOL, os petistas dariam como certo que o atual governador iria ao segundo turno e, nele, enfrentaria um candidato rorizista. É a tese da bipolarização, os demais candidatos, estejam colocados à direita ou à esquerda, estariam condenados a participar apenas do primeiro turno das eleições. Teriam de se acomodar no segundo turno, fazendo opção por uma das duas vias. O Buriti registrou muito bem declaração do senador Cristovam Buarque, ao Jornal de Brasília, de que em um segundo turno entre o atual governador e um rorizista — ou arrudista — votaria silenciosamente em Agnelo.
Fonte: Eduardo Brito/Do Alto da Torre/Jornal de Brasília