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    OAB defende demissão de ex-procurador do DF e de promotora

    secretário-geral da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Furtado Coêlho (foto: Google Imagens)

    O secretário-geral da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, defendeu nesta quarta-feira a demissão do ex-procurador-geral do DF Leonardo Bandarra e da promotora Deborah Guerner.

    O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) analisa a suposta participação dos dois no esquema do mensalão do DEM.

    “As provas contra os promotores, envolvidos no escândalo do mensalão do DEM, são claras e inequívocas quanto ao envolvimento na quebra de sigilo funcional e tentativa de extorsão do ex-governador José Roberto Arruda”, afirmou o advogado durante a sustentação oral.

    Antes dele, o conselheiro Luiz Moreira, relator do caso, votou pela abertura de ação judicial para demissão de ambos.

    Antes do voto do relator, Deborah criticou aos gritos a apuração.

    “Onde estão os políticos? Cadê a denúncia do mensalão do DEM”, gritou, de forma audível a quem estava do lado de fora da sala em que a sessão ocorre.

    Ela e Bandarra negam ter recebido propina do esquema, que derrubou o então governador José Roberto Arruda.

    Antes de deixar o conselho, Deborah disse que não há nada contra ela. “Tudo é baseado na palavra de dois bandidos.”

    A defesa da promotora alegou insanidade mental para retirá-la do julgamento do caso, mas foi lido um laudo pericial atestando que ela tem controle de suas emoções.

    ENTENDA O CASO

    O esquema de coleta e distribuição de propinas derrubou em novembro de 2009 deputados distritais, o então governador José Roberto Arruda e secretários de governo em Brasília.

    No entanto, o caso voltou a ganhar força agora depois da divulgação do vídeo em que a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, aparece recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.

    No vídeo, Jaqueline aparece com o marido com adesivos de campanha de 2006, quando saiu candidata e foi eleita deputada distrital. O marido abre a mochila e Durval Barbosa coloca maços com notas de R$ 50. Após a entrega do dinheiro, Jaqueline pede mais verba. “Você vê possibilidade de aumentar isso?”, diz.

    Quando o mensalão do DEM estourou, em novembro de 2009, Jaqueline se disse de oposição a Arruda e criticou os deputados que apareceram em vídeos recebendo dinheiro de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal.

    Fonte: Folha

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