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    artigo – PSICOPATAS S.A.

    Psicopatas S.A.

    Ele vai a todo happy hour, é companheiro de cafezinho e ouve você
    reclamar do salário. Não confie tanto nesse colega de firma – é 4
    vezes mais comum encontrar psicopatas nas empresas do que na população
    em geral

    por Mauricio Horta

    Luana conseguiu o emprego com que sempre sonhou. Era em uma empresa
    farmacêutica conhecida por seu ambiente competitivo, mas também por
    bons salários e chances de crescer profissionalmente. Nova no
    escritório, logo ficou amiga de Carlos, um sujeito atencioso de quem
    recebeu até umas cantadas.

    Em poucos meses, apareceu a oportunidade de Luana liderar seu grupo na
    empresa. Parecia bom demais não fosse uma inquietação ética. Ela
    desconfiava que a companhia garantia a venda de seus produtos graças a
    subornos a médicos. Isso incomodava tanto Luana que, durante um
    intervalo para um lanche, ela desabafou com o amigo Carlos. Ele também
    parecia indignado com a situação. Seria uma conversa normal entre
    colegas de trabalho – se Carlos não tivesse se aproveitado. Em um
    momento de distração de Luana, ele pegou o celular da colega e ligou
    para o chefe de ambos. Caiu na secretária eletrônica, que gravou toda
    a conversa seguinte entre Carlos e Luana. A moça, grampeada, chegou a
    questionar se o chefe poderia ter algo a ver com os subornos. Acabou
    demitida por justa causa. Carlos tomou o lugar de líder que seria
    dela.

    A história é real (os nomes foram trocados). E esse Carlos, um
    cretino, não? Na verdade é pior: ele age exatamente como um psicopata.
    Há 69 milhões de psicopatas no mundo, o que dá 1% da população em
    geral. Então, no fim da história, Carlos faz picadinho de Luana,
    certo? Errado. Sim, há muitos psicopatas violentos, como Hannibal
    Lecter de O Silêncio dos Inocentes ou Pedrinho Matador, que afirmava
    ter assassinado mais de 100 pessoas. Por isso a cadeia é um dos dois
    lugares em que se encontram muitos psicopatas. Eles são 20% da
    população carcerária e 86,5% dos serial killers. Mas um psicopata não
    necessariamente vira assassino. Na verdade, ele vai atrás daquilo que
    lhe dá prazer. Pode ser dinheiro, status, poder. É por isso que outro
    lugar fértil em psicopatas, além da cadeia, é a firma.

    Pode ser uma empresa pequena, como a loja de sapatos da esquina. Pode
    ser uma fundação, uma escola. O importante é que o psicopata enxergue
    ali a chance de controlar um grupo de pessoas para conseguir o que
    quer. Mas poucos lugares dão tanta oportunidade para isso do que uma
    grande companhia. “Psicopatas são atraídos por empregos com ritmo
    acelerado e muitos estímulos, com regras facilmente manipuláveis”, diz
    o psicólogo Paul Babiak, especialista em comportamento no trabalho.

    Até 3,9% dos executivos de empresas podem ser psicopatas, segundo uma
    pesquisa feita em companhias americanas. Uma taxa de psicopatia 4
    vezes maior do que na população em geral. Eles não matam os colegas,
    mas usam o cargo para barbarizar. Cancelam férias dos subordinados,
    obrigam todo mundo a trabalhar de madrugada, assediam a secretária,
    demitem sem dó nem piedade. Isso quando não cometem crimes de verdade.
    Um terço das companhias sofre fraudes significativas a cada ano, de
    acordo com uma pesquisa de 2009 realizada pela consultoria
    PriceWaterhouseCoopers, que analisou 3 037 companhias em 54 países.
    Por causa dessas mutretas, cada uma perde, em média, US$ 1,2 milhão
    por ano. Muitos desses golpes podem ser obra de psicopatas
    corporativos.

    “Eles são capazes de apunhalar empregados e clientes pelas costas,
    contar mentiras premeditadas, arruinar colegas poderosos, fraudar a
    contabilidade e eliminar provas para conseguir o que querem”, diz
    Martha Stout, psiquiatra da Escola Médica de Harvard por 25 anos e
    autora do livro Meu Vizinho É um Psicopata. E fazem isso na cara dura,
    como se não estivessem nem aí para o sofrimento alheio. É que, na
    verdade, eles não estão ligando nem um pouco mesmo.

    Como os colegas mais violentos, os psicopatas de colarinho branco não
    pensam no bem-estar dos outros, nem sentem culpa quando pisam na bola.
    Por isso passam por cima de regras, estejam elas formalizadas em leis
    ou somente estabelecidas pela ética e pelo senso comum. Acontece que o
    cérebro deles é diferente de um cérebro normal. No caso do psicopata,
    a atividade é maior nas áreas ligadas à razão do que nas ligadas à
    emoção, o que o faz manter-se impassível diante de tragédias – seja um
    gatinho em apuros, seja uma chacina em um orfanato. (veja mais no
    quadro da página 53). Como não consegue se colocar no lugar dos
    outros, o psicopata usa e abusa dos amigos – puxa o tapete dos colegas
    sem se preocupar com código de conduta corporativo ou consequência na
    vida alheia.

    Pega na mentira

    Graduação em universidade concorrida. Pós-graduação no exterior.
    Livros publicados. “Empregadores sabem que 15% ou mais dos currículos
    enviados para cargos executivos contêm distorções ou mentiras
    deslavadas”, afirma Babiak. “Psicopatas fazem isso. Podem fabricar um
    histórico feito sob medida para as exigências do trabalho e bancá-lo
    com referências falsas, portfólio plagiado e jargão apropriado.”
    Claro, com algumas perguntas específicas um entrevistador é capaz de
    desmascarar candidatos mentirosos. O problema é que um psicopata tem
    tudo para deitar e rolar em uma entrevista de emprego.

    Muitas vezes o entrevistador não está tão preocupado com o
    conhecimento técnico do candidato. Quer mais é saber se ele é capaz de
    tomar decisões, relacionar-se com pessoas, motivar equipes. “A
    ‘química’ entre candidato e avaliador tem muita importância”, diz o
    psicólogo. E aí um psicopata conta com um trunfo maior do que qualquer
    MBA: tranquilidade. Ele não vai passar horas em frente ao espelho
    decidindo a melhor roupa para a entrevista. Nem vai sentir as mãos
    suarem por medo da conversa. Um psicopata terá a segurança necessária
    para engabelar o avaliador, usando alguns termos técnicos, um punhado
    de histórias de competência no trabalho e um sorriso aberto que dirão
    em conjunto: “Sou a pessoa certa para a vaga”.

    O segredo desse charme todo está em saber “ler” as pessoas. Psicopatas
    podem não ter emoções, mas conseguem analisar muito bem como e por que
    as outras pessoas se emocionam. São estudiosos da natureza humana,
    prontos a usar o que aprenderam para o próprio interesse. Descobrem os
    hábitos e gostos dos colegas, se aproximam, criam um vínculo aparente.
    Assim conseguem convencer a colega de coração mole a fazer o trabalho
    por eles no fim de semana. Ou extrair informações sigilosas da
    secretária do presidente. Ou botar a culpa nos outros pelos problemas
    que aparecem. Aquela concorrente obstinada e perfeccionista conseguiu
    se promover trabalhando até as madrugadas? Ela não ia gostar de ouvir
    que é uma folgada e só conseguiu aumento se engraçando com o chefe.
    Bingo: basta espalhar essa história por aí para atingi-la.
    Desequilibrada pelo fuxico, ela poderia se tornar em breve um
    obstáculo a menos.

    Atitudes assim passam despercebidas em empresas que estimulam a
    competição entre os funcionários. Se a companhia está obcecada pelos
    resultados que cada empregado gera, é possível que não preste tanta
    atenção ao cumprimento da ética no ambiente de trabalho. Movida a
    competitividade, a empresa americana de energia Enron foi do estrelato
    ao fundo do poço por causa de fraudes cometidas por executivos do mais
    alto escalão. A empresa começou o ano de 2001 como uma gigante, com
    faturamento de US$ 100,8 bilhões. Seus empregados sabiam que
    precisavam trabalhar como loucos. Todo semestre, um ranking interno
    nomeava os 5% melhores funcionários. Em seguida vinham os 30%
    excelentes, os 30% fortes, os 20% satisfatórios e, por último, os 15%
    que “precisavam melhorar”. Se não melhorassem até a próxima avaliação,
    eram mandados para o olho da rua. E quem avaliava as pessoas? Os
    próprios colegas. O sistema parecia impulsionar a produtividade. Até
    que descobriram que a competição impulsionava mesmo eram falcatruas
    para garantir uma boa posição interna. No fim de 2001, fraudes que
    somavam US$ 13 bilhões engoliram a empresa. A Enron faliu. “Algumas
    compa nhias competitivas contratam pessoas tão agressivas e ambiciosas
    que acabam deixando para trás questões importantes do mundo da moral”,
    afirma Roberto Heloani, psicólogo social e professor de gestão da FGV
    de São Paulo e da Unicamp.

    Ainda que a companhia ofereça um ambiente propício à trairagem, o
    psicopata precisa procurar a hora certa para agir. Vítima de Carlos,
    Luana teve seu momento de fraqueza – bobeou, dançou. Empresas também
    têm seus momentos de fraqueza. Quando uma companhia compra um
    concorrente, seu caixa fica pobrinho, vazio. Muito dinheiro saiu de
    lá, e os acionistas estão ansiosos para saber quando o gasto dará
    retorno. O que algumas fazem, então? Procuram alguém capaz de produzir
    um milagre e encher o cofre de novo rapidinho. É aí que o psicopata se
    apresenta como o melhor gestor. Claro que é mentira – ele apenas tem
    maior capacidade de manipular sua imagem e vender ilusões. “Sem tempo
    para fazer uma análise minuciosa, as empresas compram essa imagem”,
    diz Heloani.

    Outra chance de dar o bote: crise na firma. Essa é a hora, geralmente,
    em que é preciso cortar gastos. E os chefes são pressionados a ser
    agressivos. Cortar despesas em 20%, 30% não é fácil. Quer dizer, se
    você for frio, não tiver medo das consequências nem se importar com os
    sentimentos alheios, até fica moleza. Coloque comida vencida no
    refeitório da firma para alimentar os funcionários. Fraude a
    contabilidade e entregue relatórios que escondam gastos e aumentem a
    receita – e o problema fica resolvido apenas com uma canetada.

    Quando não houver mais o que chupinhar, o psicopata simplesmente sai
    do emprego. “Talvez você não tenha o emprego mais interessante do
    ponto de vista financeiro, mas pode preferir ficar na empresa por
    causa das relações afetivas com os colegas e com seu trabalho. Já um
    psicopata dificilmente cria vínculo”, afirma Heloani. E se for pego
    antes de sair? Simples: ele mente. Culpa os outros, as circunstâncias,
    o “sistema”, o destino, ou a própria empresa. Inventa um sem-número de
    desculpas que acabam atingindo seus rivais e eventuais “traidores”.

    Bernard Madoff culpou a crise econômica, o próprio sucesso e até suas
    vítimas pelo esquema que montou com um banco de investimentos nos EUA
    – e que fez seus clientes perderem US$ 65 bilhões. “Os bancos e fundos
    deviam saber que havia problemas ali”, disse em entrevista a uma
    revista americana. Incapaz de sentir remorso, charmoso a ponto de ter
    cativado presidentes de bancos como Santander e Credit Suisse e
    incapaz de se colocar no lugar de suas vítimas (“Que as minhas vítimas
    se ferrem. Eu as sustentei por 20 anos e agora tenho de cumprir 150”,
    teria dito na prisão), Madoff já foi apontado por especialistas em
    crime como um psicopata. (Ele, no entanto, afirmou à imprensa
    americana ter sido diagnosticado como normal por sua terapeuta.)

    Madoff fez carreira como o homem que cuidava dos investimentos dos
    milionários. “Tio Bernie”, como era conhecido, fazia mágica: mesmo
    quando a economia estava em baixa, prometia um rendimento de 8%, 12%,
    15% por ano a seus clientes. Como a história colava? Madoff sabia o
    que os clientes queriam: investir com alguém que era parte do mundo
    deles. Esbanjava luxo, com direito a iate na Riviera francesa (US$ 7
    milhões), noites no hotel Lanesborough de Londres (US$ 11 600 a
    diária) e jatinho da Embraer (US$ 29 milhões). Isso fez com que ele
    conseguisse clientes de peso. E o nome deles serviu para atrair novas
    vítimas. Com o dinheiro que entrava, Madoff pagava clientes antigos
    que quisessem sacar os investimentos. Era um esquema de pirâmide. Só
    funcionaria enquanto a base seguisse alimentada por novas vítimas.
    Isso inevitavelmente pararia uma hora. E a hora de Madoff foi a crise
    econômica de 2008. Quando investidores tentaram retirar de uma vez US$
    7 bilhões de seu fundo, ele simplesmente não tinha a grana. O herói de
    Wall Street acabou desmascarado.

    10 pistas para identificar um psicopata

    Só um psiquiatra conseguiria dar o diagnóstico certo. Mas, se algum
    colega de firma tiver esses traços, dá para suspeitar

    Relacionamentos

    Superficial
    Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.

    Narcisista
    Preocupa-se apenas consigo mesmo.

    Manipulador
    Mente e usa as pessoas para conseguir algo.

    Sentimentos

    Frieza
    É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico,
    centro de emoções como medo, tristeza, nojo.

    Sem remorso
    Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.

    Sem empatia
    Não consegue se colocar no lugar dos outros.

    Irresponsável
    Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.

    Estilo de vida

    Impulsivo
    Tenta satisfazer as vontades na hora.

    Incapaz de planejar
    Não estabelece metas de longo prazo.

    Imprudente
    Corre riscos e toma decisões ousadas.

    Fonte Without Conscience, Robert Hare.

    Mal de chefe

    Psicopatas podem estar em qualquer nível hierárquico, desde que o
    cargo lhes traga algum benefício. Mas é mais provável que eles estejam
    no topo.

    Em 2010, 203 executivos de 7 companhias americanas foram avaliados
    pelo psicólogo Paul Babiak. O resultado revelou aquela estatística que
    você viu no começo da reportagem – 3,9% dos entrevistados tinham
    pontuação suficiente nos testes de Babiak para ser diagnosticados como
    psicopatas. Onde estavam os casos mais graves? No alto escalão: 2
    vice-presidentes e 2 diretores.

    Por quê? É mais fácil enrolar em cargos de liderança. Um gestor
    precisa saber liderar a equipe, motivar os funcionários, relacionar-se
    com fornecedores e parceiros. Já um técnico precisa entender do
    negócio da empresa – negociar preços, saber como anda o mercado,
    apresentar as melhores estratégias ao chefe. No estudo de Babiak,
    ficou claro que os psicopatas não querem saber de trabalhar. A
    pesquisa usou dois grupos de habilidades para avaliar os executivos:
    um ligado ao plano das ideias (comunicação, criatividade e pensamento
    estratégico) e outro relacionado a produtividade (gerenciamento,
    liderança, desempenho e trabalho em grupo). Quão mais alto o grau de
    psicopatia de um executivo, pior foi a nota dele no grupo de
    produtividade.

    Não é difícil para um psicopata fazer carreira dessa forma. Foi assim
    com Skip (nome fictício). O menino cresceu em um internato nos EUA, em
    Massachusetts, porque a família estava cansada de lidar com o
    capetinha – ele roubava dinheiro de casa para comprar fogos de
    artifício e matar sapos. Skip teve uma vida acadêmica medíocre e fez
    MBA em uma instituição mequetrefe. Aos 26 anos, entrou em uma empresa
    de equipamentos de mineração. Não demorou para se destacar. Seus
    chefes viram nele um talento para motivar vendedores e influenciar
    compradores. Com seu charme, tornou a empresa a terceira maior do
    setor no mundo. Até ganhou uma Ferrari de bônus da companhia pelo
    resultado. Aos 30 anos, Skip se casou com a filha de um bilionário.
    Mas dava suas puladas de cerca. Seis anos mais tarde, era presidente
    da divisão internacional da empresa, membro do conselho diretivo e pai
    de duas meninas. Não sem alguns tropeços: a empresa teve de dar uma
    indenização de US$ 50 mil a uma secretária depois de Skip quebrar o
    braço da moça ao forçá-la a sentar-se em seu colo. Mas esse e outros
    processos por assédio sexual não eram nada perto dos lucros que ele
    gerava. Aos 51 anos, virou o presidente da empresa. Merecido: ele fez
    a companhia ganhar dinheiro. Quer dizer, mais ou menos. Nos
    bastidores, Skip desviava dinheiro. Em 2003, foi acusado formalmente
    pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA por fraude. “Ele não
    sente nenhum apego emocional aos outros. Nenhum mesmo. Ele é frio como
    gelo”, diz Martha Stout, que relata a história de Skip em Meu Vizinho
    É um Psicopata.

    A esta altura é possível que você tenha se lembrado daquele colega de
    trabalho folgado. Ou do chefe que manda você fazer todo o trabalho
    dele. Será que são psicopatas? Pode ser que sim, mas considere também
    a possibilidade de eles terem outro tipo de transtorno psiquiátrico.

    Tem executivo por aí tão doido quanto paciente de manicômio. As
    psicólogas forenses Belinda Board e Katarina Fritzon, da Universidade
    de Surrey, no Reino Unido, analisaram 39 executivos de alto escalão e
    os compararam com presos psiquiátricos, um grupo em que a prevalência
    de transtornos de personalidade é 7 vezes maior do que na população em
    geral. A descoberta foi uma surpresa. Os executivos se mostraram mais
    doidos do que os presos psiquiátricos em 3 de 11 transtornos
    pesquisados: narcisismo (gente que precisa de admiração o tempo todo e
    não se preocupa com os outros), transtorno de personalidade
    histriônica (pessoas que gostam de se exibir e manipular os outros) e
    transtorno compulsivo (pessoas perfeccionistas, com tendências
    ditatoriais e devoção exagerada ao trabalho). A boa notícia é que o
    nível dos transtornos ligados à psicopatia era mais alto entre os
    criminosos psiquiátricos do que entre os executivos entrevistados.

    Qual é a razão desse resultado? Simples. Certos traços desses
    transtornos são valorizados em cargos de liderança – como
    agressividade, autoconfiança, liderança. Isso dá certa vantagem a quem
    é narcisista e perfeccionista. Por isso, não saia acusando seu chefe
    de ser um psicopata. Ele pode ser doido. Ou simplesmente um cretino.

    O canto do psicopata
    Os xavecos que ele usa para manipular os colegas

    “EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É”
    Por que funciona – O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos
    pontos fortes da vítima. E passa a ser visto como um dos poucos a
    reparar verdadeiramente no potencial dos colegas.

    “EU SOU COMO VOCÊ”
    Por que funciona – O psicopata identifica características da
    personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e
    interesses.

    “SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO”
    Por que funciona – A vítima, achando que está diante de um amigo, abre
    o coração e conta medos e expectativas.

    “SOU SEU AMANTE/AMIGO IDEAL”
    Por que funciona – Último estágio da manipulação. O psicopata cria um
    elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em
    suas mãos.
    Para saber mais:

    Snakes in Suits: When Psychopaths Go to Work

    Paul Babiak e Robert Hare, Harper Collins, 2006.

    Without Conscience

    Robert Hare, The Guilford Press, 1993.

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